Caiado evita “pré-julgamento” sobre ligação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro em aceno a bolsonaristas
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Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à Presidência, evitou criticar Flávio Bolsonaro após a divulgação de um pedido de dinheiro feito pelo senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em evento da Amcham, em São Paulo, nesta segunda-feira, 25 de maio, Caiado afirmou que não fará “pré-julgamento” sobre a relação entre o presidenciável do PL e Vorcaro e defendeu a unidade da direita no segundo turno da eleição presidencial.
Ao comentar o impacto político do chamado “caso Master” sobre as candidaturas da direita, Caiado disse que prefere se basear em pesquisas, e não em “achismo”. Segundo ele, Flávio Bolsonaro mantém “condição de competitividade” na disputa, mesmo com o desgaste causado pela repercussão do caso. O ex-governador de Goiás também evitou antecipar avaliações sobre a capacidade de governo do senador, caso seja eleito, dizendo que essa decisão caberá ao eleitor.
Caiado ressaltou que o mais importante, neste momento, é evitar divisões no campo conservador. Em sua avaliação, a centro-direita precisa permanecer unida e consolidada para derrotar o PT no segundo turno. Apesar de manter um tom cauteloso sobre Flávio, ele afirmou que os argumentos apresentados pelo senador para explicar sua relação com Vorcaro “não foram convincentes”.
As declarações de Caiado ocorreram após a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha, publicada na sexta-feira, 22 de maio, que mostrou aumento da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno. No levantamento, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 31% de Flávio. Na rodada anterior, realizada em 13 de maio, a diferença era de 3 pontos; agora, passou para 9 pontos. Caiado tem 4% das intenções de voto. Em eventual segundo turno, Lula venceria Flávio por 47% a 43%.
Durante palestra sobre “O Brasil que queremos”, voltada ao setor produtivo, Caiado afirmou que governabilidade exige “estatura moral”. Ainda assim, reforçou que não pretende fazer julgamentos antecipados sobre adversários e insistiu que a definição sobre o futuro político de Flávio Bolsonaro será feita pelo eleitorado. Para Caiado, o foco da direita deve ser a disputa final contra o PT, independentemente das disputas internas no campo conservador.
O ex-governador também sinalizou que uma aliança com Flávio Bolsonaro não está descartada em um eventual segundo turno contra Lula. No mesmo evento, o presidenciável do Novo, Romeu Zema, adotou postura mais crítica em relação ao senador do PL, mas igualmente indicou disposição para apoiar uma frente de direita caso Flávio avance à etapa decisiva da corrida presidencial.



